Por Uma Advocacia Moderna, Essencial e Artesanal

Advogar não é para galho, é para tronco.

Foi em casa que ouvi esta frase pela primeira vez, fruto dos ensinamentos que colhi e que colho até hoje do meu pai, o advogado Dr. Francisco Porto, por palavras, exemplos e memória, do meu mestre e verdadeiro inspirador de uma advocacia artesanal, pessoal, aguerrida, sempre moderna e corajosa, que desejei desde o início para o exercício desta verdadeira profissão de fé.

Foi a primeira vez que a ouvi esta assertiva, mas não foi a única. Excelentes professores a disseram, grandes advogados a praticam e se não vem sempre com estas exatas palavras, vem sempre com o mesmo sentido: a advocacia exige força e coragem.

E se não consigo minimamente acompanhar aquela fortaleza que ele, meu pai, emprestava à advocacia, e se não consigo me ombrear com os grandes advogados combatentes que conheço, estas inspirações me fazem perseguir com muito gosto e vigor este modo de trabalho, necessário e único.

A advocacia deve ser moderna. O advogado se utiliza da tecnologia desde sempre. Foi assim com o papel, com a escrita, com o telex, com o mimeografo, com o fax, com as máquinas de escrever manuais, depois as automáticas e depois os primeiros computadores que não passavam de máquinas de escrever mais moderninhas. Na década de 80, o computador, que ainda não servia para quase nada, invadiu a advocacia.

Agora há uma nova discussão, a meu ver descabida e ultrapassada, de que haveria a perigosa substituição dos advogados pelos computadores. Não acredito nisso. Vejo mais como advogados mais computadores, uma multiplicação, jamais uma subtração de atividades ou prerrogativas. É assim, a vida é assim, hoje escolhemos nossos percursos no trânsito por um aplicativo, é este aplicativo, ao final, que diz por onde vamos, com nossa família dentro do carro, compramos a pizza pelo telefone celular, decidimos on line para onde vamos viajar, realizamos negócios, contratos, transferências bancárias e por que não, advogamos com todas as agruras e benesses da vida moderna.

A advocacia deve ser essencial. Deve haver essência no exercício da profissão. Advogar é sem hora, é sem limite, é com total envolvimento, é assumir o problema do cliente como se fosse seu até que ele se resolva, até que você volte para casa e naqueles poucos momentos de descanso, desvista-se daquele mister nobre e necessário, de defender o Direito do outro para conseguir dormir bem, na certeza de que enquanto na advocacia, todo o melhor foi dedicado ao cliente. É defender com toda competência e vigor o direito de outra pessoa que se sinta lesada, desprotegida e que precise do advogado para que a Justiça possa ser feita.

E a advocacia deve em sentido amplo ser artesanal. O caso do cliente é O CASO DO CLIENTE, é para ser feito à mão. Não é um número, não é irrelevante, não é pequeno. É sempre especial, é mutante, sempre único, sempre sofrido. Um processo, a derrota em si mesmo, espanta os comuns, assusta os cidadãos, pune quem não tem uma boa defesa e via de regra, tem só perdedores. Advogar manualmente, com muita modernidade e essência é garantir ao cliente sua defesa ampla, irrestrita, corajosa, ímpar, atual.

Advogar é sofrer a dor do cliente, é entender e sentir sua urgência, é priorizar sua necessidade, garantir que aquele ato aparentemente simples, um mandato, seja respeitado, entendido, aceito, exercido com entrega absoluta e com um conhecimento que o cliente não tem. É garantir ao cliente que a respiração do advogado está sob influência daquele caso, daquela injustiça, daquela providência que não pode passar anos e anos nas gavetas e prateleiras do judiciário, ou do escritório. Boa parte do tempo processual que incomoda e prejudica a todos é um tempo gasto em meras prateleiras, aguardando isso, aguardando aquilo.

Outra particularidade da advocacia está na vastidão de possibilidades que têm os advogados para simplesmente advogar. Muitos ramos do Direito, muitas áreas econômicas específicas, muitos tipos e tamanhos de escritórios de advocacia, a advocacia autônoma e liberal, advogar para partes autoras ou partes rés, cobrar ou se especializar em defender os devedores. Escolhi advogar para empresas, nas suas diversas demandas, sempre também no Direito Ambiental.

Na advocacia empresarial, moderna, essencial e artesanal, a utilidade do advogado está em professar a defesa e a proteção das empresas nas diversas áreas econômicas, nos diversos ramos do Direito, defendendo e gerando segurança jurídica para quem gera empregos e divisas para o país, sem ser apenas um número.

Fazer isso num país que não consegue definir se podemos andar com faróis acesos ou apagados. O país do futebol, da fila no hospital, da assistência hospitalar precária, da deficitária e deficiente Previdência Social. Com leis tributárias e trabalhistas arcaicas, caras, na República Federativa da Insegurança Jurídica. É navegar em mar revolto, com regras muito pouco claras, nada perenes, nada práticas.

É defender empresas e ver colocações, por vezes do Poder Público, de empresa versus o Estado, empresa versus o empregado, empresa versus o meio ambiente. É isso, quando na verdade deveria ser sempre o Estado, o empregado, a sociedade e a empresa, a geradora direta de trabalho e de divisas para o país, do mesmo lado. É advogar para quem ao fim, paga a conta!

É uma advocacia nobre, útil, necessária e por muitas vezes mal interpretada pelo judiciário, pelos cidadãos e pelo Estado em geral. E como dizia Rui Barbosa, “aquele que em sua vocação estiver, nela permaneça”, e assim cá estamos, advogando artesanalmente com todas as modernidades possíveis, com a essência mais nobre da advocacia, para defender quem precisa ser defendido, doa a quem doer.

PMRA inaugura nova sede

O PMRA | Porto, Miranda, Rocha & Advogados está de casa nova: nossa sede agora fica na rua Tomé de Souza, no bairro Funcionários. Com um espaço confortável e agradável, […]

+ Leia mais

Publicada a Deliberação Normativa do COPAM sobre novos procedimentos do licenciamento ambiental

Publicada a Deliberação Normativa do COPAM nº 210/2016 que dispõe sobre novos procedimentos do licenciamento ambiental para as atividades de disposição de rejeito e estéril da mineração. *Mariana Bacil, advogada […]

+ Leia mais

PMRA retoma suas origens em novo escritório próprio

O escritório PMRA | Porto, Miranda, Rocha & Advogados está partindo para um novo momento em sua trajetória: retornamos às nossas origens em um escritório próprio, fundado em 1998, agora trazendo na […]

+ Leia mais

-->