RESOLUÇÃO CONJUNTA SEMAD/FEAM/IEF/IGAM/ARSAE/ nº 2.975, 19 DE JUNHO DE 2020

Exceções à suspensão da contagem prazos processuais e hipóteses de interrupção durante a vigência situação emergencial.


Foi publicada no Diário Oficial do Executivo de Minas Gerais do dia 24 de junho de 2020, a Resolução Conjunta SEMAD/FEAM/IEF/IGAM/ARSAE/ nº 2.975/2020, que estabelece exceções à suspensão da contagem prazos processuais, disciplina a forma de monitoramento ambiental de sistemas de controle e estabelece hipóteses de interrupção de prazo para a prática de requerimentos de renovação e prorrogação de prazos de licenciamento ambiental, outorga de recursos hídricos, intervenções ambientais e outros hipóteses que menciona durante a vigência situação emergencial, no âmbito da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, da Fundação Estadual do Meio Ambiente, do Instituto Estadual de Florestas, do Instituto Mineiro de Gestão das Águas e da Agência Reguladora de Serviços de Abastecimento de Água e de Esgotamento Sanitário de Minas Gerais.

De acordo com a norma publicada, a suspensão da contagem dos prazos processuais, em razão da situação de emergência em Saúde Pública no Estado, NÃO se aplica aos seguintes casos:

  • processos de fiscalização, levantamento de dados e acompanhamentos de fiscalizações de serviços públicos de saneamento, no âmbito da Arsae-MG; 
  • processos de fiscalização e acompanhamento de cumprimento de determinações de devoluções de valores a usuários, no âmbito da Arsae-MG; 
  • processos administrativos para apuração de cobranças indevidas, no âmbito da Arsae-MG; 
  • processos de fornecimento regular de informações à Arsae-MG; 
  • processos de fiscalizações, levantamento de dados e de verificação de cumprimento de normativos econômicos,  no âmbito da Arsae-MG.

Não se suspende e nem se interrompe a prática de atos materiais relacionados ao cumprimento de obrigações pelo responsável, nas seguintes hipóteses, entre outras:

  • No cumprimento imediato de medidas cautelares e emergenciais; 
  • No cumprimento das obrigações atribuídas aos responsáveis por acidentes ambientais;
  • No cumprimento das determinações decorrentes do exercício de poder de polícia; 
  • No cumprimento de cláusulas de Termos de Ajustamento de Conduta, Termo de Compromisso e instrumentos congêneres que tenham como objeto a correção de dano ambiental, ressalvada apenas a comprovação, para o órgão ambiental, quanto ao cumprimento da obrigação estabelecida no instrumento firmado, tendo em vista a suspensão dos prazos processuais; 
  • No cumprimento das medidas impostas em razão da aplicação da penalidade de advertência, ressalvada apenas a comprovação, para o órgão ambiental, quanto ao cumprimento da obrigação estabelecida, tendo em vista a suspensão dos prazos processuais;
  • Na comunicação prévia para intervenção emergencial; 
  • Na comunicação prévia para o manejo emergencial da fauna silvestre; 
  • Na observância dos prazos estabelecidos para a Guia de Controle Ambiental Eletrônica; 
  • No cumprimento das determinações relativas à Plano de Segurança da Barragem, cadastro de barragens em curso d’água e das determinações em processos administrativos decorrentes do exercício de poder de polícia relacionados à segurança de barragens de usos múltiplos; 
  • Na comunicação prévia para intervenção emergencial em recursos hídricos.


No que tange aos monitoramentos, o empreendedor deve manter os sistemas em plena atividade conforme níveis e critérios estabelecidos pelo fabricante, bem como observar o adequado funcionamento, sendo que apenas os atos de comprovação da realização do monitoramento ambiental ficam suspensos enquanto durar a situação de emergência em Saúde Pública no Estado, exceto nos casos de sistemas de monitoramento automatizados existente no empreendimento.

Determinou-se, também, a interrupção de prazo, com restituição aos interessados quando findar a situação emergencial, observados os limites previstos, para as seguintes providências:

  • Renovação de licenciamento ambiental;
  • Renovação de outorga de recursos hídricos;
  • Prorrogação de autorização para intervenção ambiental;
  • Comunicação de alteração e baixa de registro de aquicultura;
  • Comunicação de alteração do registro de atividades florestais e para transferência e venda eventual de equipamentos;
  • Entrega de Declaração de Carga Poluidora;
  • Declaração da Gestão de Resíduos de Serviços de Saúde;
  • Entrada em vigor das obrigações determinadas pelo art. 19 da Deliberação Normativa Copam nº 232, de 27 de fevereiro de 2019, para os resíduos da construção civil;
  • Entrega dos estudos relacionados ao gerenciamento de áreas contaminadas.

A equipe do PMRA está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos adicionais sobre o assunto.

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